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Cartão de Cidadão e a gestão dum país farto

A maioria dos cidadãos que já passou pelo processo de aquisição do Cartão de Cidadão conhece o procedimento.
O que nem todos sabem é o que acontece quando não se tem a carta com o PIN e se ultrapassaram os 90 dias para emissão da segunda via.
É aqui que entra a gestão farta.

Expõe-se  a situação: perda da carta com o PIN e ultrapassado o limite de 90 dias para emissão de uma segunda vida e…
Reinicia-se o processo.
Ora, mais um fotografia (se sair  bem à primeira), digitalização das impressões digitais, a famosa assinatura no rectângulo e o respectivo pagamento.

Posto isto é solicitada a identificação do cidadão para ir à prateleira buscar o Cartão de Cidadão para o qual não há PIN.
Abre-se a gaveta, saca-se dum furador que impõe respeito e zumba: toma lá que o meu fura material mais grosso que o teu.

Brincadeiras à parte: sai mais barato deitar fora um cartão onde foram gastas matérias primas e mão de obra do que gerar um novo PIN e actualizar essa informação no cartão?!

Só posso compreender e aceitar esta situação se o local da memória onde o PIN está escrito for só de leitura.
Em qualquer outra situação é um total desaproveitamento de recursos e capital.

5 Comments

  1. JCampos diz:

    “Só posso compreender e aceitar esta situação se o local da memória onde o PIN está escrito for só de leitura.” <——————–

    Mais do que só de leitura, as operações criptograficas são executadas directamente no cartão… senão onde estaria a segurança de um certificado qualificado?

    O mesmo acontece se esqueceres o pin… As pessoas têm que ser responsáveis. Trata-se do documento de identificação civil com elevada importância. Os 90 dias são tempo mais que suficiente para levantar e activar o CC.

    É assim que está e assim é que está bem!

  2. pem diz:

    Boas, as operações criptográficas presentes no cartão do cidadão infelizmente são apenas a assinatura digital.

    • @pem: “operações criptográficas” que de operação não tem nada :D
      A minha questão é: mesmo que tenham de gerar um novo certificado, não ficaria mais em conta reescrever o mesmo cartão ou remover a parte do chip e embutir um novo?

  3. pem diz:

    Boas, sim tens razão a geração de um novo certificado seria sem duvida muito mais barata que substituir o cartão todo, já a substituição do chip não sei já não é uma tarefa assim tão simples.
    Mas em relação a geração do novo certificado penso que ele esta intrinsecamente ligado ao chip do carta e por isso não de para gerar um novo.

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