A personagem P. d’O ecossistema é motivo de muitos episódios caricatos, no entanto há um deveras tentador ao qual tenho mesmo que dedicar umas linhas.
O produto S., tal como havia dito, produzido por P., é um conhecido software do nosso mercado que tem uma vertente multiposto. Isto leva à existência de uma entidade servidor que não é mais do que uma instância do SGBD Microsoft SQL Server. Isto em português corrente sem recurso a chavões técnicos significa que o software S. permite trabalhar em rede, centralizando a informação num único sítio onde todos os computadores acedem.
O interessante é o comportamento da aplicação nos postos de trabalho quando se perde a ligação ao servidor de dados.
É de esperar que a falta de comunicação com o servidor de dados impossibilite o trabalho e por conseguinte que, no mínimo, o utilizador seja informado que naquelas circunstâncias a aplicação não pode concluir a operação em curso.
Mas não! A aplicação simplesmente crasha (erro não depurado com saída não controlada).
Se a dimensão do problema vos parece pequena quando a infra-estrutura goza de cablagem, imaginem num ambiente wireless.
Não é ser pessimista, mas ainda temos muito para aprender sobre engenharia de software e um bom sítio para se começar a levar este tema a sério é nas universidades.
Dizia a certa altura o Dr. José Nuno Oliveira que desenvolver software não é levantar as mãos ao céu e pedir inspiração à musa inspiradora dos programadores (se é que existe uma). Agora percebo-te Mestre!
