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Horizonte

O dia começou agitado e assim continuou, até que, chegou a hora de almoço onde o ritmo que até aqui se fazia sentir abrandou.

Estava um bonito dia de sol e decidi ir desfrutar de um belo “menu de estudante” a um café já habitual. Cheguei, sentei-me; rapidamente interrogaram-me sobre o que desejaria e após o pedido ter sido feito olhei pela janela que se situava à minha frente e observei todas aquelas pessoas que circulavam constantemente de um lado para o outro.

Desviei o olhar daquele grande vidro e olhei repentinamente para a cadeira vazia que estava a meu lado. Rapidamente lembrei-me de alguém que poderia estar ali, poderia estar sentada a meu lado qualquer pessoa, desde amigos, conhecidos… Mas… Foi apenas uma pessoa que surgiu como um relâmpago na minha mente. Sem mais demoras, abri a mala – que o senhor do café tinha colocado gentilmente em cima de uma cadeira – e retirei uma caneta que havia sido emprestada por um colega de carteira. Parecia que a mão movimentava aquela caneta livremente, e foi assim que surgiram estas três quadras.

Sentado enquanto espero,
olho no horizonte e penso,
mas não desespero
porque tenho bom senso.

Sei que vais e voltas,
mas não sei quanto tempo ficas.
São estas as minhas incógnitas
e lágrimas caídas.

Brigas traçadas,
brigas esquecidas.
Brigas amadas,
brigas perdidas.

Dedicado a: pauloasilva

Vida

Tanto mal que ela nos faz
mas para ela temos que sorrir,
só assim estaremos em paz
quando ela sucumbir.

A sociedade atribuiu-lhe um valor
embora ela cause dor.
Dizem que ela nos ensina
delineando a nossa sina.

Já no Romantismo era declarado,
que sua amiga solucionava qualquer problema.
Passando assim a ser um emblema
de qualquer história entre a amada e o amado.