O dia começou agitado e assim continuou, até que, chegou a hora de almoço onde o ritmo que até aqui se fazia sentir abrandou.
Estava um bonito dia de sol e decidi ir desfrutar de um belo “menu de estudante” a um café já habitual. Cheguei, sentei-me; rapidamente interrogaram-me sobre o que desejaria e após o pedido ter sido feito olhei pela janela que se situava à minha frente e observei todas aquelas pessoas que circulavam constantemente de um lado para o outro.
Desviei o olhar daquele grande vidro e olhei repentinamente para a cadeira vazia que estava a meu lado. Rapidamente lembrei-me de alguém que poderia estar ali, poderia estar sentada a meu lado qualquer pessoa, desde amigos, conhecidos… Mas… Foi apenas uma pessoa que surgiu como um relâmpago na minha mente. Sem mais demoras, abri a mala – que o senhor do café tinha colocado gentilmente em cima de uma cadeira – e retirei uma caneta que havia sido emprestada por um colega de carteira. Parecia que a mão movimentava aquela caneta livremente, e foi assim que surgiram estas três quadras.
Sentado enquanto espero,
olho no horizonte e penso,
mas não desespero
porque tenho bom senso.
Sei que vais e voltas,
mas não sei quanto tempo ficas.
São estas as minhas incógnitas
e lágrimas caídas.
Brigas traçadas,
brigas esquecidas.
Brigas amadas,
brigas perdidas.
Dedicado a: pauloasilva
